As medidas de controle de riscos são estratégias aplicadas para prevenir acidentes e doenças no ambiente de trabalho. Eliminar as ações de risco, apostar em treinamentos e capacitações e, claro, investir nos EPIs obrigatórios são formas de garantir um espaço seguro.
Garantir um ambiente de trabalho seguro é uma prioridade para qualquer empresa, independentemente do setor. Para isso, é fundamental adotar medidas de controle de riscos, estratégias que protejam ou reduzam a possibilidade de acidentes e doenças ocupacionais.
Essas medidas seguem uma orientação de controle, que ajudam a padronizar ações para minimizar qualquer tipo de perigo nas rotinas.
Além de proteger os trabalhadores, práticas de controle garantem a conformidade com as Normas Regulamentadoras (NRs), evitam prejuízos e melhoram a produtividade.
Entenda os diferentes tipos de medidas de controle e sua importância para a segurança ocupacional.
O que é o controle de riscos?
O controle de riscos é um conjunto de atos adotados para identificar, avaliar e minimizar perigos no ambiente de trabalho.
Elas são ações essenciais para prevenir acidentes e garantir o bem-estar dos colaboradores. Esse controle pode direcionar as mudanças necessárias dentro do local de trabalho, implementação de normas de segurança, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e treinamentos.
As empresas que adotam um controle de riscos eficiente não apenas atendem às exigências legais, mas também fortalecem a cultura de segurança entre os funcionários.
O que é uma medida de controle de riscos?
Aqui, as medidas de controle de riscos saem do papel e se tornam ações.
Essas ações fazem parte da gestão de riscos ocupacionais e devem ser aplicadas de forma contínua e sistemática. Além disso, por mais que haja treinamentos e reciclagens, é importante também ter vigilância por parte dos Técnicos de Segurança do Trabalho e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).
Essas medidas são definidas de acordo com seu nível de eficácia no controle de riscos, priorizando ações que eliminam ameaças por completo, antes de examinar soluções paliativas e de urgência, como o uso de EPIs.
Quais são as medidas de controle de riscos?
As medidas de controle de riscos são divididas em cinco categorias, obedecendo à hierarquia de controle. O objetivo é aplicar uma solução mais eficaz antes de recorrer a outros métodos. A sequência ideal é:
- Eliminação (medida mais eficaz);
- Substituição;
- Controles de engenharia;
- Medidas administrativas;
- EPIs (última alternativa).
Ao seguir essa posição, as empresas garantem que os riscos sejam controlados, diminuindo a dependência de soluções individuais e aumentando a segurança de toda a equipe.
Lembre-se que todos estão passíveis de ocorrências e imprevistos, mas quando a prevenção de acidentes é levada a sério, a gravidade é reduzida de forma considerável.
Entenda cada uma das etapas de prevenção:
1. Eliminação do risco
A eliminação do risco é a medida mais eficaz dentro da hierarquia, pois consiste na remoção total do que é perigoso da rotina de trabalho. Isso impede qualquer possibilidade de exposição dos trabalhadores.
Essa abordagem nem sempre é possível, mas deve ser priorizada para evitar que outras medidas de segurança, que possuem potencial de falhas, sejam empregadas.
Por exemplo, em uma indústria onde os trabalhadores precisam fabricar produtos químicos, a eliminação do risco pode ser obtida a partir da automatização da área, eliminando o contato do trabalhador com os produtos nocivos.
Desta forma, os colaboradores não são mais expostos a essas substâncias, garantindo um ambiente mais seguro.
2. Substituição do risco
A substituição do risco é aplicada quando a eliminação não é viável, mas existem opções menos perigosas, como a troca do equipamento, matéria-prima e até mesmo processos para diminuir o risco.
Pense na seguinte situação: produtos químicos altamente tóxicos podem ser substituídos por substâncias menos perigosas e com a mesma eficácia e função. Assim, as pessoas podem continuar em segurança sem demérito do produto final.
3. Controle de engenharia
Os controles de engenharia são medidas que envolvem mudanças no ambiente de trabalho para reduzir ou isolar a exposição ao risco.
Podemos citar a instalação de sensores de presença em máquinas industriais, que evita acionamentos acidentais e diminuem o risco de esmagamento ou outros acidentes mecânicos.
4. Medidas administrativas
As medidas administrativas envolvem a implementação de políticas, treinamentos e mudanças organizacionais para minimizar os riscos ocupacionais, o que promove saúde e bem-estar no trabalho.
Na prática, vemos isso em várias empresas, como quando, para evitar fadiga muscular e riscos ergonômicos, as empresas criam pausas programadas para que os funcionários possam se alongar, andar e até fazer lanches.
5. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são recursos utilizados pelos trabalhadores para proteger e reduzir a exposição a riscos que não podem ser eliminados ou controlados por outras medidas.
Embora fundamentais para a segurança, devem ser adotados apenas como última barreira de proteção e de forma obrigatória.
Por exemplo, o uso de protetores auriculares em ambientes com alto nível de ruído previnem danos auditivos e garantem a saúde ocupacional dos trabalhadores.
Classificação dos tipos de risco
A classificação dos perigos de uma operação dentro da posição de controle também é muito importante. Com isso, é possível mapear e organizar o tipo de risco que uma empresa deve combater. Dentre eles:
- Riscos físicos: controle de ruídos, vibrações, radiação e temperaturas extremas;
- Riscos químicos: ventilação adequada, substituição de produtos perigosos e controle de exposição.
- Riscos biológicos: uso de EPIs, barreiras físicas e protocolos de higiene. antes e depois do trabalho;
- Riscos ergonômicos: adequação de mobiliário, pausas programadas e treinamentos posturais;
- Riscos mecânicos: uso de dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos.
Dicas práticas: como implementar medidas de controle de riscos?
Em primeiro lugar, as empresas devem estar em conformidade com as NRs aplicáveis, como NR 6 (EPIs), NR 12 (Segurança com máquinas e equipamentos), NR 17 (Ergonomia) e NR 35 (Trabalho em altura).
As organizações também podem adotar:
- Análise da garantia e qualidade dos EPIs;
- Instalação de sinalização adequada;
- Manutenção preventiva e preditiva dos equipamentos de forma regular;
- Treinamentos contínuos, dentre eles de primeiros socorros.
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