Agente da vigilância sanitária fazendo inspeção

Qual é o papel da Vigilância Sanitária? Conheça mais sobre a sua atuação

Você já ouviu falar da vigilância sanitária? Trata-se de um conjunto de ações que visam eliminar, minimizar ou prevenir riscos à saúde. Mas como ela funciona e em que áreas pode atuar? Esses e outros pontos esclarecemos neste conteúdo. Vem com a gente!
Tempo de leitura: 5 minutos

A Vigilância Sanitária é o órgão responsável por fiscalizar aspectos relacionados à segurança e qualidade de produtos e serviços ligados à saúde pública, entre eles: alimentos, medicamentos, cosméticos e ambientes, como cozinhas comerciais. Suas ações incluem inspeções, regulamentações e monitoramento contínuo.  


A Vigilância Sanitária, também conhecida como ANVISA,  tem como principal papel o de atuar em prol da saúde da população. Para isso, fiscaliza, autua, intervém e aplica alvarás em estabelecimentos de diversos setores.

Vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS), ela também tem a missão de controlar os diversos tipos de problemas sanitários que podem ocorrer. Evitando, assim, que tanto o meio ambiente quanto a vida sejam afetados de alguma forma.

Se você já ouviu falar do termo Vigilância Sanitária, mas não sabe ao certo para que serve, continue a leitura. Afinal, explicaremos o que é, seu objetivo e principais formas de atuação. Além disso, abordaremos alguns pontos da lei que regem a atividade.

Afinal, o que é Vigilância Sanitária?

A Vigilância Sanitária é um conjunto de ações que visam eliminar, minimizar ou prevenir riscos à saúde. As ações também abrangem a intervenção em problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços.

A definição acima foi descrita na Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990. É ela que regula as ações e serviços de saúde no território nacional. Falaremos mais sobre essa norma neste artigo.

É importante deixar claro que a Vigilância Sanitária é um dos braços governamentais focado em proteger e promover saúde. Ou seja, ela conta com apoio de agências e outras instituições para que o seu trabalho seja efetivo. 

Qual o papel da Vigilância Sanitária?

É a de promover saúde à população. Para isso, atua como fiscal, visitando estabelecimentos e analisando se eles oferecem a segurança necessária. 

Ela também intervém em problemas sanitários vigentes, promovendo orientações para que não causem danos ainda mais sérios às pessoas e ao ambiente que os cercam.

Por trás de tudo isso, há um interesse claro: o de garantir bem-estar físico e moral aos seres humanos. Oferecendo, assim, condições para que possam viver com integridade e segurança.

Trazendo um pouco para a parte prática, não podemos esquecer que a Vigilância Sanitária impacta diretamente nas ações governamentais. Afinal, se uma nova bactéria se proliferar, por exemplo, o sistema de saúde pode ficar sobrecarregado. Sendo necessária a realização de mais investimentos. 

É ela, ainda, que libera o uso ou não de medicamentos e vacinas. Se não houvesse esse controle, imagine os riscos aos quais a população estaria exposta?

Quem gerencia a Vigilância Sanitária no Brasil?

É a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ela cria as normas e os regulamentos e oferece todo o suporte para que a atividade seja realizada no país todo. 

Inicialmente, a função da ANVISA era monitorar e interferir na propagação de doenças transmissíveis. Conforme ela foi se estabelecendo, ganhou novas áreas de atuação. Além da Vigilância Sanitária em si, ela é responsável por:

  • Vigilância Epidemiológica;
  • Vigilância da Saúde do Trabalhador;
  • Vigilância em Saúde Ambiental;
  • Promoção da saúde;
  • Análise de Situação de Saúde da População Brasileira.

Além disso, executa as atividades de controle sanitário e fiscalização em:

  • Portos;
  • Aeroportos;
  • Fronteiras.

Esse controle evita, por exemplo, que as pessoas entrem em solo brasileiro transportando alimentos estragados ou suspeitos. 

Apesar da gestão ser centralizada, cabe aos municípios a execução das ações. O Estado e a União apenas atuam em caráter complementar. Como em caso de riscos epidemiológicos, que necessitem de profissionais e tecnologias específicas.

Qual a importância da descentralização da ANVISA no Brasil?

A principal importância recai para o fato de que o Município está mais próximo da população. É ele que conhece, de fato, os problemas do cotidiano. E, portanto, tem condições de oferecer respostas mais rápidas.

Vamos pensar de forma prática: o Brasil possui 5.570 cidades – segundo dados do IBGE. Agora imagine se a União tivesse que atuar em todas elas, gerenciando equipes e cobrando providências. Convenhamos: não teria como dar certo!

Em contrapartida, com responsabilidades compartilhadas, o controle se torna mais próximo. Ainda mais porque os municípios têm mais facilidade de se integrar a setores e especialistas. Tornando, assim, mais ágil a promoção de saúde. 

O que diz a lei sobre o tema?

Além de descrever o significado de Vigilância Sanitária, a Lei 8.080, que citamos anteriormente, também esclarece as atribuições de cada entidade estatal. A intenção é desburocratizar e, ao mesmo tempo, otimizar a atuação.

Segundo ela:

  1. A União deve apenas expedir normas gerais sobre a sua atuação em todo território nacional;
  2. Os Estados têm o dever de coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços que envolvam a saúde do trabalhador. Suplementando, assim, a legislação sobre normas gerais expedidas pela União para esse setor;
  3. Já os Municípios são os encarregados de aplicar e executar as ações e os serviços de Vigilância Sanitária propriamente ditos. Seguindo, é claro, a legislação federal e estadual vigente.

Outra norma significativa para o avanço das ações de saúde no Brasil é a Lei 9.782, de 26 de janeiro de 1999. 

Foi ela que instituiu o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e criou a ANVISA. Esta autarquia é vinculada ao Ministério da Saúde e possui uma série de responsabilidades. Além das já citadas anteriormente, destacam-se:

  • Coordenar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
  • Fomentar e realizar estudos e pesquisas no âmbito das suas atribuições;
  • Propor, acompanhar e executar as políticas, diretrizes e ações de Vigilância Sanitária;
  • Estabelecer normas e padrões sobre limites de contaminantes, resíduos tóxicos, desinfetantes, metais pesados e outros agentes que envolvam riscos à saúde;
  • Conceder registros de produtos;
  • Conceder e cancelar o certificado de cumprimento de boas práticas de fabricação.

Diretrizes e princípios da ANVISA

Os mesmos princípios e diretrizes que regem a atuação do SUS são os que direcionam o trabalho realizado pelos profissionais da Vigilância Sanitária. Mas quais são eles? Confira a seguir:

  1. Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência;
  2. Integralidade de assistência, o que abrange as ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos;
  3. Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;
  4. Igualdade da assistência à saúde. Sendo, portanto, isento de preconceitos e privilégios de qualquer espécie;
  5. Direito do paciente à informação sobre sua saúde;
  6. Divulgação de informações sobre o serviço de saúde como um todo;
  7. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades – incluindo no que tange ao investimento de recursos;
  8. Participação da comunidade;
  9. Descentralização político-administrativa;
  10. Integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico;
  11. Conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos na prestação de assistência à população;
  12. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência;
  13. Organização dos serviços públicos, de modo a evitar duplicidade.

Em quais locais a Vigilância Sanitária pode intervir?

Os principais segmentos em que ela pode atuar são:

Alimentos

Aqui, o foco é garantir, especialmente, o cumprimento das regras de higiene e segurança de alimentos. Afinal, isso impacta diretamente na saúde dos consumidores. São inspecionados:

  • Bares;
  • Restaurantes;
  • Supermercados;
  • Fruteiras;
  • Açougues;
  • Frigoríficos;
  • Indústrias de alimentos;
  • Transportadoras e embaladoras de alimentos.

Medicamentos

A ANVISA faz checagem em todos os locais que realizam a produção, distribuição e comercialização de medicamentos e outros itens relacionados à saúde. Estão incluídos estabelecimentos como:

  • Farmácias e drogarias;
  • Perfumarias;
  • Indústria de produtos hospitalares;
  • Transportadora de medicamentos, cosméticos e saneantes.

Serviços de saúde

Os ambientes hospitalares, assim como clínicas médicas, odontológicas e laboratórios, também precisam ser inspecionados. Afinal, é essencial garantir que o ambiente está limpo e que os utensílios utilizados estão dentro da validade.

Meio ambiente

A agência sanitária controla a qualidade da água, do ar e do solo, além de buscar a equidade do saneamento básico. Ela, ainda, monitora o transporte de produtos perigosos e os ambientes que possam gerar danos à saúde.

Saúde do trabalhador

Essa atuação ainda é desconhecida por muitas pessoas, mas possui um papel importante. No caso, os agentes podem intervir diretamente nos locais de trabalho, desde fábricas, escritórios e lojas.

Pós-comercialização

A Vigilância Sanitária investiga situações que envolvem reações adversas a medicamentos e outros produtos para a saúde. É ela, também, que vai até os restaurantes quando há intoxicações alimentares e, portanto, suspeita de irregularidades.

Projetos de arquitetura

Sabe quando uma obra é construída ou ampliada de forma irregular e, portanto, apresenta riscos à integridade das pessoas? Também é a ANVISA que inspeciona e pode interditar o local.

Locais públicos

Ambientes de uso comum também devem ser inspecionados. Afinal, podem gerar problemas sérios à comunidade. Aqui, estão incluídos:

  • Shoppings;
  • Cinemas;
  • Clubes;
  • Estádios de futebol;
  • Escolas;
  • Salões de beleza;
  • Postos de gasolina.

A fiscalização é essencial para a manutenção da saúde de todos nós. Se você é empresário, é importante ficar atento às normas da vigilância sanitária. Não apenas para cumprimento legal, mas para se certificar que está prestando um serviço seguro.

Foto de Marcelo Ferreira
Marcelo Ferreira
Marcelo Ferreira é Diretor Executivo da Starian Eficiência Operacional. Soma mais de 20 anos de experiência, sendo os últimos em posições de liderança em empresas de TI e serviços como Xerox, SAP, Serasa Experian, Google, Oracle e Cortex Intelligence. Com ampla experiência em Vendas Corporativas e Governamentais, Marketing, Gestão de Canais, Implementação de Projetos, Gestão de P&L e Transformação Digital, possui sólido conhecimento em soluções de TI, além de habilidade em visão de negócios, colaboração, formação e trabalho em equipe, definição/alcance de metas e negociação. Cursou MBAs em Gestão de Negócios e Marketing, além de diversas especializações em gestão de negócios e pessoas.

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