Mitigar impactos e promover o desenvolvimento sustentável são os principais objetivos de uma auditoria ambiental. Sua função é atestar que a empresa atua em conformidade com as legislações vigentes e se compromete com o uso racional dos recursos naturais do planeta. Isso otimiza a cadeia produtiva, evita desperdícios e agrega valor à marca.
A auditoria ambiental tem se tornado um protocolo cada vez mais frequente nas empresas, sobretudo naquelas que se preocupam com a sustentabilidade e com os princípios ESG. Além de valorizar a imagem da empresa no mercado, a auditoria ambiental ajuda a racionalizar as operações da empresa, otimizando o uso de recursos e evitando prejuízos financeiros.
No entanto, estar em dia com a legislação ambiental exige conhecimento e responsabilidade para minimizar impactos sem abrir mão da expansão dos negócios. Neste conteúdo, explicaremos como as auditorias auxiliam nesse percurso, mitigando riscos ambientais e promovendo o desenvolvimento sustentável da empresa.
O que é auditoria ambiental?
Auditoria ambiental é o processo em que a própria empresa ou órgãos externos avaliam, de acordo com a legislação vigente, se a instituição está atuando de forma sustentável e investindo em estratégias para reduzir seus impactos ambientais.
Em regra, a normativa ISO 14010 define as auditorias ambientais como um processo “sistemático e documentado de verificação”. A intenção é avaliar as atividades da empresa conforme critérios de licenciamento ambiental pré-definidos, visando a preservação dos ecossistemas.
Também segundo a ISO 14010, mais do que mapear os dados de atuação e monitorá-los internamente, é dever das empresas tornarem público esse resultado, de forma objetiva e acessível às partes interessadas: órgãos legislativos, parceiros de operação, stakeholders e comunidade.
Quais são os tipos de auditoria ambiental?
Existem quatro tipos básicos de auditoria ambiental. O ponto em comum entre eles é a busca pela sustentabilidade empresarial e pela validação de que a instituição opera de acordo com as legislações ambientais vigentes.
A seguir, detalhamos cada um dos tipos.
1. Auditoria de conformidade legal
Esse é o tipo mais comum entre as auditorias ambientais. Nesse caso, o processo avalia se as políticas internas da empresa estão de fato adequadas às normas legais de preservação ambiental.
Geralmente, a auditoria de conformidade legal é feita internamente pelas empresas como medida preventiva. O objetivo é proteger-se de multas ou sanções que possam estar relacionadas ao não cumprimento de alguma legislação específica aplicada à sua atividade.
Esse tipo de auditoria também é muito utilizada para aprofundar o relacionamento com os fornecedores. Assim, os eventuais parceiros podem identificar se a empresa cumpre os requisitos ambientais necessários para sua atuação legal, como portar o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) correspondente à função que desempenha. Isso dá mais confiança e credibilidade na hora de fechar novos negócios.
2. Auditoria ambiental de acompanhamento
Trata-se de uma auditoria que avalia condições já estabelecidas em diretrizes, sejam elas contidas em certificações específicas ou mesmo regulamentadas por políticas internas da instituição.
A auditoria de acompanhamento acontece, por exemplo, quando a empresa deseja obter algum selo ou certificação ambiental específica e, para isso, precisa cumprir certos requisitos que ainda estão em desenvolvimento na instituição.
Nesses casos, a gestão ambiental pode dar entrada no processo e fazer a auditoria de acompanhamento periodicamente para atestar que as ações necessárias foram concluídas. Em caso positivo, a certificação com o selo de sustentabilidade empresarial é liberada normalmente.
3. Due diligence ambiental
Esse tipo de auditoria é bastante específico, sendo realizado nas situações em que a empresa está passando por um processo de compra e venda. Geralmente, a chamada “Due diligence ambiental” é uma exigência de investidores, bancos ou outras instituições financeiras que estejam intermediando a negociação.
A intenção é verificar se existem passivos ambientais da empresa que possam vir a prejudicar o negócio, como negligências, inadimplências ou outras demandas que envolvam riscos financeiros e não conformidades.
Também conhecida como Environmental Due Diligence (EDD), esse tipo de auditoria ambiental exige uma documentação mais criteriosa. Esse documento é composto pelo mapeamento histórico da área total de operação da empresa, correlacionando esses dados às legislações vigentes para aquele determinado local e atividade.⠀
4. Auditoria de certificação ISO 14001
Essa é uma auditoria externa, focada na avaliação de conformidade da empresa com as normas ISO 14001. O objetivo é atestar que a instituição desenvolve suas atividades de acordo com os critérios dessa normativa, que incluem:
- Mapeamento e compreensão do impacto ambiental gerado pela empresa;
- Gestão dos impactos visando o desenvolvimento sustentável de produtos, serviços e processos operacionais;
- Preservação ambiental em constante diálogo com os princípios da Agenda ESG.
Quais as classificações das auditorias ambientais?
As diferentes auditorias ambientais são divididas conforme os objetivos e contextos de cada instituição. Em relação à parte que realiza o processo de auditoria, existem as seguintes classificações:
- Auditoria de primeira parte: é um tipo de auditoria interna, gerenciada pela própria instituição, visando cumprir parâmetros estabelecidos no âmbito organizacional;
- Auditoria de segunda parte: feitas por órgãos externos, porém com manifestação de interesse nos processos internos da empresa, como o acesso aos clientes;
- Auditoria de terceira parte: também são realizadas por órgãos externos, no entanto, servem para atestar conformidade diante das normas regulamentadoras específicas, como a ISO 14001.
Qual a importância deste protocolo?
Os protocolos de auditoria ambiental são importantes porque atestam a responsabilidade social da empresa e seu compromisso diante do desenvolvimento sustentável. Isso favorece não só a visão da marca no mercado, mas também sua percepção de valor diante dos clientes, parceiros e investidores.
Para além do posicionamento de marca, uma gestão ambiental bem conduzida também é essencial para garantir a continuidade das operações da empresa. Afinal, se a instituição descumprir as legislações ambientais, sofrerá multas e sanções que podem levar à interrupção das atividades.
Outro risco nesse sentido é acabar desperdiçando recursos naturais e organizacionais por não cumprir devidamente os protocolos de licenciamento ambiental. Isso acaba interferindo no controle dos fluxos de trabalho e na gestão de qualidade das operações, o que gera prejuízos financeiros e detratores para a marca.
Toda empresa deve fazer auditoria ambiental?
A auditoria ambiental não é um processo obrigatório, exceto em casos específicos nos quais a operação da empresa exige algum licenciamento para atuar naquele local ou comunidade em questão. Entretanto, mesmo que as auditorias não sejam obrigatórias em todos os casos, é bastante recomendado realizá-las periodicamente.
Além de mitigar riscos ambientais de grande impacto, o processo de auditoria proporciona a abertura de novos mercados para a empresa, seja por meio dos selos de sustentabilidade empresarial ou pelo uso racional de recursos, o que permitirá expandir as operações sem estourar o orçamento interno.
Hoje em dia, existem diversas soluções tecnológicas que ajudam as empresas a realizarem a auditoria ambiental com máximo desempenho e confiabilidade. Elas atuam desde a compilação dos dados internos, passando pela checagem das operações e culminando em resultados que permitem corrigir gargalos e replicar padrões de sucesso.
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