manutenção de equipamentos hospitalares

Como funciona a manutenção de equipamentos hospitalares?

Como realizar a manutenção de equipamentos hospitalares, seus tipos, exigências da Anvisa e como a tecnologia pode facilitar o controle? Aprenda a estruturar um plano eficaz com POPs, checklists e cronogramas.
Tempo de leitura: 4 minutos

A manutenção de equipamentos hospitalares envolve ações preventivas, corretivas e preditivas para garantir a segurança do paciente e o bom funcionamento dos aparelhos. Inclui inspeções regulares, Procedimento Operacional Padrão (POP), cronogramas e uso de tecnologia para rastreabilidade e conformidade com a Anvisa.


Garantir a segurança do paciente e a eficiência dos serviços de saúde exige cuidado permanente com os equipamentos em hospitais. Afinal, falhas técnicas podem comprometer diagnósticos, tratamentos e até colocar vidas em risco.

Por isso, entender os processos, as normas e as melhores práticas de manutenção de equipamentos hospitalares é essencial para gestores e equipes da área da saúde.

Descubra como fazer isso com eficiência fazendo a leitura completa deste artigo!

Quais são os tipos de manutenção hospitalar e como funcionam?

A manutenção hospitalar é dividida em três tipos principais, cada um com um papel fundamental para evitar falhas e manter a operação em segurança:

Manutenção preventiva

A manutenção preventiva é realizada de forma programada, com inspeções regulares, limpeza, calibração e troca de peças. O objetivo é evitar que problemas aconteçam, prolongando a vida útil dos equipamentos e reduzindo o número de reparos corretivos.

Manutenção corretiva

Apesar de necessária, a manutenção corretiva é especialmente utilizada em casos urgentes. Deve ser evitada como única estratégia, pois implica em paradas inesperadas e pode comprometer procedimentos críticos.

Manutenção preditiva

A manutenção preditiva é baseada em dados e monitoramento contínuo, como vibração, temperatura e ciclos de uso. Ajuda a prever falhas antes que aconteçam, otimizando recursos e tempo de resposta.

Quais os riscos da falta de manutenção hospitalar?

Equipamentos médicos que não passam por manutenção regular apresentam risco elevado de falhas, que podem comprometer diagnósticos, atrasar procedimentos e gerar acidentes graves.

As principais consequências desse tipo de ocorrência incluem:

  • Imprecisão em diagnósticos ou tratamentos, devido à calibração incorreta ou falhas técnicas;
  • Interrupções nos atendimentos, por conta de cancelamentos ou filas causadas por equipamentos inoperantes;
  • Riscos à vida do paciente, quando há falha inesperada em monitores, desfibriladores ou outros dispositivos críticos;
  • Sanções legais, como multas e perda de certificações, por descumprimento das normas da Anvisa.

Além do impacto clínico, imprevistos prejudicam a reputação do hospital, aumentam custos operacionais e colocam em risco toda a estrutura de atendimento.

Além disso, uma estratégia de manutenção também impacta a sustentabilidade financeira da instituição. 

Um estudo publicado pelo Biomed Central mostra que até 40% dos aparelhos hospitalares em países de baixa renda estão fora de uso e a falta de manutenção é uma das principais causas.

Como estruturar um plano de manutenção eficiente?

Um plano de manutenção eficaz começa com a organização da informação e o detalhamento de cada etapa do processo.

Confira abaixo as melhores práticas para aplicar na rotina hospitalar:

Mapeie e classifique os equipamentos

Faça um inventário completo com fabricante, modelo, localização, número de série e grau de criticidade de cada aparelho. Isso ajuda a priorizar manutenções e organizar recursos.

Crie POPs por tipo de manutenção

Os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) detalham o passo a passo de cada manutenção. Incluem a frequência, ferramentas, parâmetros aceitáveis e responsável pela execução.

Faça inspeções regulares com checklists 

Crie checklists específicos por tipo de equipamento. Itens comuns incluem verificação de cabos, alarmes, baterias, limpeza de filtros, calibração e checagem de sensores. Isso reduz falhas e aumenta a rastreabilidade.

Estabeleça um cronograma fixo 

Monte um calendário com manutenções mensais, trimestrais ou anuais, conforme a complexidade e recomendação do fabricante. Automatize alertas para garantir que prazos sejam cumpridos.

Treine a equipe

Capacite os profissionais responsáveis pelo uso e manutenção dos equipamentos. Uma equipe bem orientada ajuda a detectar falhas precocemente e evita mau uso dos aparelhos.

Como criar um POP de manutenção preventiva?

Um modelo de POP (Procedimento Operacional Padrão) bem elaborado garante padronização e qualidade nas inspeções. Aqui está um modelo simplificado de passo a passo:

  1. Identifique o equipamento e sua função: nome, modelo, localização e criticidade;
  2. Consulte o manual técnico: determine o que deve ser verificado e com qual frequência;
  3. Liste os materiais necessários: ferramentas, peças e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
  4. Descreva o procedimento: limpeza, calibração, testes e ajustes necessários;
  5. Defina critérios de aceitação ou falha: quais resultados indicam bom funcionamento;
  6. Determine o responsável técnico: e onde o registro da manutenção será feito;
  7. Atualize regularmente: conforme a legislação ou novos padrões da instituição.

Para complementar sua documentação, aproveite também materiais gratuitos para apoiar as rotinas de manutenção, como o Kit estratégico para manutenção ou Modelo para cronograma de plano de manutenção.   

O que diz a Anvisa sobre a manutenção hospitalar?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece diretrizes específicas que devem ser seguidas pelos serviços de saúde:

  • RDC 16/2013: regulamenta o registro e a revalidação de equipamentos médicos;
  • RDC 156/2006: trata do reprocessamento de produtos para a saúde, incluindo manutenção de instrumentos esterilizáveis;
  • Portaria 2.616/1998: estabelece critérios de funcionamento e manutenção de equipamentos hospitalares.

Todas essas normas exigem documentação completa das manutenções realizadas, além de rastreabilidade e responsabilidade técnica clara.

Como a tecnologia pode ajudar? 

A gestão manual de manutenção é suscetível a falhas de acompanhamento e controle. Soluções modernas, por sua vez, oferecem controle digitalizado e integrado, simplificando a rotina e garantindo transparência.

Com o Checklist Fácil, é possível monitorar todo o ciclo de vida dos equipamentos,  desde a inspeção até o reparo e relatório técnico. Fotos, evidências, datas e histórico ficam registrados de forma centralizada e segura, gerenciando tarefas entre equipes e definindo prazos e responsáveis.

Relatórios gerados automaticamente permitem identificar variações e padrões, favorecendo tomada de decisão proativa. Além disso, o sistema permite a assinatura digital dos técnicos responsáveis, garantindo validade jurídica e confiabilidade nos registros.

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Foto de Rafael Abreu
Rafael Abreu
Rafael Abreu é um dos fundadores do Checklist Fácil e Diretor de Tecnologia da Starian Eficiência Operacional, liderando as áreas de Produto, Desenvolvimento e Infraestrutura da Unidade. Possui mais de 15 anos de experiência em tecnologia, sendo especialista em desenvolvimento web e responsável pela formação e estruturação das áreas de Produto e Tecnologia da empresa. Sua experiência abrange desenvolvimento de software, gestão de produtos e liderança de tecnologia, sempre com foco em colaboração e formação de equipes de alta performance.

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