análise ergonômica do trabalho

O que é Análise Ergonômica do Trabalho e qual sua obrigatoriedade?

A análise ergonômica do trabalho (AET) é uma exigência da NR-17 e uma ferramenta essencial para promover ambientes laborais saudáveis. Neste artigo, explicamos o que é a AET, sua importância e como elaborá-la. Saiba como reduzir afastamentos e garantir a saúde dos colaboradores com ajuda de checklists.
Tempo de leitura: 5 minutos

A análise ergonômica do trabalho (AET) é um estudo técnico exigido pela NR-17 que avalia condições de trabalho com foco em ergonomia física, cognitiva e organizacional. Ela identifica riscos, propõe melhorias e é essencial para prevenir doenças ocupacionais, reduzir afastamentos e promover ambientes de trabalho mais seguros e produtivos.


Com o aumento de doenças ocupacionais e afastamentos por lesões, a ergonomia ganha cada vez mais espaço nas estratégias de saúde e segurança do trabalho.

Dados do Ministério da Saúde mostram que os casos de LER/DORT, lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, cresceram de forma expressiva nos últimos anos: foram 7.667 registros em 2022, 12.624 em 2023 e 13.713 em 2024.

Esse cenário reforça a necessidade de ações que previnam o adoecimento ocupacional e promovam ambientes de trabalho mais seguros.

A Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é uma ferramenta essencial para entender como as condições laborais impactam a saúde e o bem-estar dos colaboradores.

Além disso, ela é obrigatória e pode impactar na produtividade da sua empresa. Saiba tudo sobre ela com a leitura deste artigo. 

O que é Análise Ergonômica do Trabalho?

A Análise Ergonômica do Trabalho é um estudo técnico que avalia as condições de trabalho com foco na adaptação entre as características do trabalhador e as exigências da atividade realizada.

Ou seja, é como um “check-up” do ambiente de trabalho. Por essa razão, é uma prática que observa fatores como mobiliário, ritmo, postura, carga mental, jornada, ambiente e organização.

Seu objetivo é identificar riscos ergonômicos e propor medidas que garantam a saúde ocupacional e a eficiência das atividades, reduzindo afastamentos e aumentando a produtividade.

Qual a importância da AET?

A Análise Ergonômica do Trabalho vai muito além de uma exigência legal. Trata-se de uma ferramenta estratégica para proteger a saúde dos colaboradores e melhorar o desempenho das equipes.

Dentre os diversos pontos que a tornam importante, estão:

  • Prevenção de doenças ocupacionais como LER (Lesões por Esforço Repetitivo), DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), lombalgias e estresse;
  • Redução de afastamentos e dos custos com licenças médicas;
  • Conformidade com a NR-17, evitando multas e penalizações;
  • Promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis, com foco no bem-estar físico e mental;
  • Aumento da produtividade, graças à adaptação do posto de trabalho à realidade de cada função.

Esses impactos são especialmente relevantes quando analisamos o cenário atual. Segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, mais de 13.500 casos de problemas relacionados à ergonomia foram notificados só em 2024, o maior índice desde o início do levantamento, em 2007.

Além disso, dados do TRT7 estimam que cerca de 15 milhões de brasileiros convivem com LER/DORT, colocando essas doenças como a segunda maior causa de afastamento no país, atrás apenas dos acidentes.

Esses números evidenciam a urgência de ações preventivas nas empresas. Implementar a AET, portanto, é uma decisão que vai além do cumprimento da lei: é uma forma de valorizar as pessoas e construir ambientes de trabalho mais seguros, eficientes e sustentáveis.

Quais os tipos de ergonomia abordados na AET?

A Análise Ergonômica do Trabalho considera três pilares fundamentais da ergonomia:

Ergonomia física

A AET avalia como o corpo do trabalhador interage com as atividades laborais, analisando fatores como postura, esforço muscular, movimentos repetitivos e manejo de cargas.

Por exemplo: quando um operador de empilhadeira sofre com dores nos ombros, a análise pode revelar que uma posição inadequada venha a ser a causa de movimentos repetitivos e desgastantes. 

Nesse caso, uma solução ergonômica poderia incluir tanto o reposicionamento dos controles quanto a implementação de pausas programadas para alongamento, garantindo maior conforto e prevenindo lesões.

Ergonomia cognitiva

A análise também atua avaliando como fatores como sobrecarga mental, tempo de resposta, percepção de riscos e necessidade de concentração afetam o desempenho e bem-estar do trabalhador.

Imagine que uma atendente de SAC relata fadiga e erros no sistema. A Análise Ergonômica do Trabalho pode revelar que o software utilizado exige múltiplos cliques e leitura de informações em diferentes abas. A solução, portanto, seria a simplificação da interface com apoio do setor de TI.

Ergonomia organizacional

Já neste ponto, são analisados fatores como jornada, turnos, pausas, cultura de segurança e comunicação entre setores.

Por exemplo, em um uma empresa com turnos noturnos alternados semanalmente, os colaboradores têm baixa produtividade e queixas de insônia. A AET sugere a adoção de escala fixa e intervalos estratégicos para mitigar os efeitos do trabalho noturno.

Qual a relação entre AET e a NR-17?

A obrigatoriedade da AET está prevista na NR-17, que trata especificamente da ergonomia nas empresas. Essa norma exige que o ambiente e as tarefas sejam ajustados às características psicofisiológicas dos trabalhadores.

A Análise Ergonômica do Trabalho deve ser elaborada sempre que forem identificadas inadequações ergonômicas ou quando solicitada por auditoria, processo trabalhista ou inspeção do trabalho.

AET e AEP: existe diferença?

Embora os nomes sejam semelhantes, Análise Ergonômica do Trabalho e Avaliação Ergonômica Preliminar possuem objetivos distintos, mas complementares, no processo de adequação dos postos de trabalho.

A AEP funciona como um “primeiro filtro”, sendo uma avaliação rápida que sinaliza se existem riscos ergonômicos que demandam uma investigação mais detalhada. 

Já a AET representa o exame completo, ou seja, é um estudo técnico aprofundado que inclui:

  • Observação sistemática das atividades;
  • Entrevistas com os colaboradores;
  • Medições precisas dos parâmetros ergonômicos;
  • Elaboração de laudo com soluções personalizadas.

Na prática, o fluxo ideal seria: realizar a AEP para triagem inicial e, quando identificados riscos, conduzir a AET completa, e então implementar as melhorias recomendadas.

Ambas são etapas valiosas para criar ambientes de trabalho que realmente se adaptem às necessidades humanas, prevenindo problemas de saúde e aumentando o bem-estar organizacional.

Como elaborar a Análise Ergonômica do Trabalho?

A elaboração da AET deve seguir etapas bem definidas:

  1. Identificação das atividades a serem avaliadas;
  2. Observação direta e registro das condições reais de trabalho com o uso de checklists de ergonomia;
  3. Entrevistas com os trabalhadores envolvidos;
  4. Levantamento de riscos físicos, cognitivos e organizacionais;
  5. Proposição de medidas corretivas e melhorias;
  6. Elaboração de relatório técnico com laudo, conclusões e plano de ação.

Vale lembrar que, em auditorias e processos judiciais, esse documento técnico é essencial para comprovar que a empresa está alinhada às exigências legais.

Quem pode elaborar a AET?

A AET deve ser realizada por profissionais legalmente habilitados. De acordo com a NR-17, engenheiros de segurança do trabalho, fisioterapeutas do trabalho e ergonomistas são os profissionais mais indicados.

É recomendável que o profissional tenha experiência com metodologias de ergonomia aplicada e esteja registrado em seu respectivo conselho de classe.

Checklist Fácil: tecnologia como aliada da ergonomia

Empresas que desejam promover ambientes mais saudáveis e reduzir riscos ocupacionais precisam integrar a ergonomia à sua rotina de gestão. Nesse cenário, a tecnologia é uma grande aliada.

O Checklist Fácil é uma solução completa para digitalizar e gerenciar todas as etapas da ergonomia nas empresas. Com o software, você pode:

  • Criar checklists ergonômicos personalizados para cada setor;
  • Registrar e documentar riscos de forma ágil e estruturada;
  • Elaborar planos de ação com responsáveis e prazos definidos;
  • Controlar EPIs e acompanhar sua distribuição e uso;
  • Agendar checklists automáticos e inspecionar de forma offline;
  • Anexar mídias, fotos e laudos diretamente no sistema.

A plataforma facilita o acompanhamento, reduz custos com papel, padroniza processos e fortalece a cultura de prevenção. Quer melhorar sua gestão ergonômica? Solicite agora mesmo uma demonstração gratuita do Checklist Fácil e transforme a ergonomia em um diferencial estratégico da sua empresa.

Foto de Fernanda Diez
Fernanda Diez
Com mais de 20 anos de experiência nas áreas de Marketing, Comunicação, Vendas e Estratégia, Fernanda Diez é Head de Marketing BR e LatAm na Starian Eficiência Operacional. É publicitária, com especialização em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi. Possui ainda especialização em Live Marketing e Digital Analytics pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Concluiu MBA em Gestão de Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi e em Gestão Comercial pela Ibramerc. Atuou em empresas como Oracle, Rimini Street e Cortex Intelligence.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter e acesse, em primeira mão, conteúdos relevantes para o seu negócio.

Conte com especialistas
em eficiência operacional 

Do Comercial ao time de Solução, as equipes Checklist Fácil estão prontas para garantir o melhor uso do sistema e solucionar qualquer desafio do seu negócio!

SERVICIO COMERCIAL

Habla con nuestro equipo de expertos