Metodologia Seis Sigma: saiba como acompanhar os planos de ação

Seis Sigma: o que é, como funciona e como implementar em 5 etapas (DMAIC)

A metodologia Seis Sigma ajuda a empresa a alcançar os melhores resultados. Por meio dela, é possível identificar falhas na operação e tornar processos mais econômicos.
Tempo de leitura: 7 minutos

Seis Sigma é uma metodologia de gestão baseada em dados que busca reduzir falhas e melhorar processos, utilizando o método DMAIC (Definir, Medir, Analisar, Melhorar e Controlar). Seu objetivo é aumentar a qualidade e reduzir custos por meio da eliminação de variabilidade.


Empresas enfrentam desafios constantes para melhorar qualidade, reduzir custos e manter a produtividade. A metodologia Seis Sigma surge como uma abordagem estruturada para resolver esses problemas com base em dados, permitindo identificar falhas, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência operacional.

O que é metodologia Seis Sigma?

Seis Sigma é uma metodologia de gestão da qualidade que utiliza análise estatística para identificar falhas, reduzir variabilidade e otimizar processos. Sua aplicação permite decisões mais precisas e melhoria contínua baseada em dados.

Cada Sigma representa uma escala de qualidade, em que 1-sigma é o nível mais baixo, com muitos defeitos operacionais e grande potencial de perda. Por outro lado, a empresa que atingiu o nível 6-sigma (o mais alto dentro da metodologia), apresenta apenas três defeitos em um milhão.

Os Sigmas representam algo como uma escala de qualidade, onde 1-sigma é o nível mais baixo, com alta quantidade de defeitos e grande potencial de perda de suas vendas devido à não-qualidade. Em outras palavras, entende-se que uma empresa no nível 6-sigma está no mais alto nível de excelência dentro da metodologia.

Como surgiu essa metodologia?

Sigma é o nome da décima oitava letra do alfabeto grego, bastante utilizada como medida de variação estatística. Neste contexto, Sigma mede a ocorrência de defeitos em um determinado número de oportunidades. Assim, auxilia a medição do mínimo de recursos necessários para garantir a qualidade da produção.

Sua aplicabilidade no âmbito dos negócios começou em 1920. O engenheiro norte-americano Walter Andrew Shewhart definiu que um processo que apresentasse variação igual ou acima de três Sigma de sua média normal demandava ajustes. Isso em um cenário em que os níveis de qualidade eram mensurados em milhares de oportunidades.

Foi na década de 1980 que um time de engenheiros da Motorola, liderados por Bob Galvin e Bill Smith, passaram a mensurar níveis de qualidade não mais em milhares, mas sim em milhões de oportunidades.

E assim implementou-se a metodologia Seis Sigma como a conhecemos até hoje. Isto é, cujo nível de qualidade gera apenas 3,4 defeitos a cada milhão de oportunidades.

Qual o principal foco do método Seis Sigma?

O nível Sigma mede a quantidade de defeitos em um processo. Quanto maior o nível, menor a taxa de falhas:

  • 1 Sigma – 690.000 defeitos por milhão;
  • 2 Sigma – 308.537 defeitos por milhão;
  • 3 Sigma – 66.807 defeitos por milhão;
  • 4 Sigma – 6.210 defeitos por milhão;
  • 5 Sigma – 233 defeitos por milhão;
  • 6 Sigma – 3,4 defeitos por milhão.

Ou seja, chegar ao Seis Sigma é o mesmo que ter uma margem de desvio ínfima comparado ao padrão de qualidade estabelecido. É esse o cenário que todo projeto deve almejar.

Vale frisar que o Sigma representa a frequência com que uma operação exige mais recursos do que o necessário. Isto é, ela também determina quantas vezes ocorre desperdício.

Assim, o principal foco da metodologia Seis Sigma é mensurar a performance da empresa, em busca dos melhores resultados em eficiência, qualidade e gestão de custos em seus processos.

Áreas de aplicação do Seis Sigma

A metodologia pode ser aplicada em diversas áreas. Por exemplo:

  • Produção (indústria);
  • Administração (lean office);
  • Logística (logística lean);
  • Saúde (lean healthcare).

É por isso que, em uma mesma empresa, é possível ter mais de um projeto Seis Sigma. Cada um pode ser aplicado a um setor, seja financeiro, RH, linhas de produção, entre outras áreas.

Portanto, seja para calcular percentuais de eficiência na indústria, promover redução de notas fiscais no varejo, ou mesmo otimizar o tempo de espera da fila de triagem de um hospital, a metodologia Seis Sigma é uma excelente ferramenta.

Qual a sua importância para a melhoria contínua?

A metodologia Seis Sigma reduz custos e otimiza resultados. Isso significa que se trata de uma ferramenta indispensável para a melhoria contínua, seja qual for o tamanho ou ramo da empresa.

Afinal, um dos resultados da Seis Sigma é a satisfação do cliente. Toda empresa que deseja se manter competitiva no mercado a longo prazo precisa ter essa métrica em dia.

4 vantagens da metodologia Seis Sigma

Como vimos, entre os principais objetivos do Seis Sigma está a produtividade. Ou seja, Seis Sigma tem a proposta de, essencialmente, tornar processos cotidianos mais eficazes. Percebe-se isso com a melhoria de alguns aspectos. Por exemplo:

Redução de erros

Para alcançar isso de maneira adequada, esse aumento de produtividade também está associado à redução de erros. Menos falhas representam menor necessidade de retrabalho. Práticas padronizadas nos processos ajudam a conduzir colaboradores da melhor forma, de modo que eles trabalhem dentro de métodos comprovadamente eficientes.

São justamente os dados que ajudam a empresa a detectar em quais momentos os erros e as falhas acontecem. A partir disso, planos de ação são desenvolvidos para que novos métodos sejam aplicados dentro de fluxos de trabalho mais interessantes e menos propensos a problemas.

Redução de custos

A redução de custos é praticamente uma consequência da menor incidência de erros. Toda vez que um problema acontece, pode haver também consequências financeiras, como perda de produtos, de material e até mesmo o retrabalho, que gera necessidade de investimento.

Nesse cenário, a aplicação da metodologia Seis Sigma também traz benefícios no sentido das despesas necessárias para que a empresa realize seu trabalho. Processos otimizados têm a expectativa de serem concluídos em menor tempo e sem falhas, o que também garante que a produção ou a execução das demandas seja mais econômica.

Decisões mais precisas

O corte de custos não pode ser feito sem critérios específicos. Afinal, alguns custos representam, na verdade, o investimento que torna a operação produtiva.

Para saber quais custos podem ser eliminados sem comprometer a qualidade do produto ou serviço, a metodologia Seis Sigma deve ser aplicada. Afinal, é uma metodologia estatística baseada em dados.

Assim, o gestor consegue identificar quais são os custos que não agregam valor à operação, não interferem na satisfação dos clientes e, portanto, representam desperdícios em meio aos processos.

Satisfação do cliente

Uma vez que a metodologia Seis Sigma garante maior eficiência aos processos, elimina a má qualidade e garante agilidade, a operação da empresa em si é valorizada. O consumidor satisfeito consegue perceber essas ações, o que aumenta a confiabilidade na sua marca e pode até aumentar o número de vendas.

Exemplo prático de Seis Sigma: Uma indústria identifica alto índice de retrabalho na produção.

  • Define o problema (Definir)
  • Mede falhas no processo (Medir)
  • Descobre causa em erro de setup (Analisar)
  • Padroniza operação (Melhorar)
  • Monitora indicadores (Controlar)

Resultado: redução de custos e aumento da produtividade.

Quais são as etapas da metodologia Seis Sigma?

A metodologia utiliza um método conhecido como DMAIC, que representa as 5 etapas que precisam da aplicação da Seis Sigma.

DMAIC: as 5 etapas do Seis Sigma

  • Controlar (Control): monitorar resultados e padronizar melhorias
  • Definir (Define): identificar problemas, metas e escopo do projeto
  • Medir (Measure): mapear o processo e coletar dados
  • Analisar (Analyze): identificar causas raiz das falhas
  • Melhorar (Improve): implementar soluções e otimizar o processo

Definição

Nessa etapa, são definidos os problemas, objetivos, equipe responsável e indicadores do projeto.

A partir desse ponto, a empresa consegue identificar o que estará sob análise e propostas de melhorias a partir das próximas etapas. Na definição também será definido um líder para conduzir as mudanças, a equipe de suporte, os indicadores a serem observados e quais são as restrições e os recursos para o projeto.

Medição

Nessa etapa é necessário fazer um mapeamento completo daquele processo que está motivando a mudança. Todo seu fluxo de desenvolvimento deve ser destrinchado, com análises e observações detalhadas para apontar todos os erros e falhas envolvidas.

Isso trará o apontamento preciso dos problemas e também do que está bom, mas pode ser otimizado. Também é importante apontar as consequências que estão sendo geradas, como custos financeiros, atrasos e o que mais estiver associado ao processo.

Análise

Com todo o detalhamento da questão, captado na etapa anterior, agora é hora de se debruçar sobre o problema para, então, conseguir as melhores soluções possíveis. Nesse momento, a ideia é que seja feita uma análise estratégica de como o quadro pode ser solucionado.

Esse momento deve estar sustentado por dados e estatísticas apresentadas em diagnósticos sólidos, em que houve um trabalho mais analítico e estratégico. Isso permitirá que a situação atual seja observada com maior clareza e, então, as melhores soluções deverão ser propostas. Toda a equipe deve participar desse momento, sempre usando os dados.

Melhoria

Com os problemas devidamente detectados e as soluções mais adequadas propostas, agora é a hora de agir. A etapa de melhoria consiste na aplicação das novas práticas, sempre com foco na padronização dos processos. É isso que vai evitar variações que podem gerar problemas como atrasos, erros e resultados fora do padrão pretendido.

Na aplicação, as hipóteses propostas na análise podem se confirmar ou não como realmente eficientes para a empresa. De certo modo, mesmo com um estudo baseado em dados e estatísticas, algumas práticas serão aplicadas em caráter de testes.

Controle

O controle é o momento final, dedicado ao acompanhamento das novas práticas e das mudanças aplicadas nos processos da empresa. A ideia é que a equipe empenhada no trabalho possa observar, na prática, se tudo está caminhando da maneira esperada.

Nesse momento, também pode ser o caso de perceber que ainda há necessidade de outras melhorias. Se isso acontecer, o trabalho pode ter que voltar à etapa de análise, seguindo com novas propostas e, por fim, voltar ao controle para seguir atestando a eficácia.

ciclo dmaic

Seis Sigma é uma metodologia essencial para empresas que buscam excelência operacional. Com foco em dados e melhoria contínua, o método DMAIC permite reduzir falhas, otimizar processos e aumentar a competitividade.

Como acompanhar planos de ação da Seis Sigma?

Para acompanhar planos de ação no Seis Sigma, é essencial utilizar um sistema estruturado que permita monitorar tarefas, responsáveis, prazos e indicadores em cada etapa do DMAIC.

Como acompanhar planos de ação no Seis Sigma:

  • Definir responsáveis por cada etapa
  • Estabelecer prazos claros
  • Monitorar indicadores de desempenho (KPIs)
  • Registrar não conformidades
  • Acompanhar evolução das ações
  • Revisar continuamente os resultados

O acompanhamento eficiente exige visibilidade em tempo real das atividades e padronização dos registros. Sem isso, falhas passam despercebidas e comprometem os resultados do projeto.

Nesse cenário, ferramentas digitais como checklists automatizados ajudam a padronizar processos, registrar evidências e garantir que todas as etapas sejam executadas corretamente.

Plataformas como a Checklist Fácil permitem centralizar o acompanhamento dos planos de ação, com registro de evidências, gestão de não conformidades e monitoramento em tempo real.

Principais benefícios do uso de tecnologia no Seis Sigma:

  • Maior controle sobre processos
  • Redução de falhas operacionais
  • Padronização das atividades
  • Melhor tomada de decisão baseada em dados

O uso de tecnologia é um diferencial competitivo na aplicação do Seis Sigma, pois garante controle, rastreabilidade e eficiência na execução dos planos de ação. Soluções especializadas potencializam os resultados e aceleram a melhoria contínua.

Foto de Johanna Odebrecht
Johanna Odebrecht
Johanna Odebrecht é Head Comercial da Starian Eficiência Operacional, responsável pelas equipes de Inteligência Comercial, Pré-vendas, Vendas e SalesOps de novos negócios Brasil e LatAm. Graduada pela UDESC e pós-graduada pela Unyleya, tem mais de 15 anos no mercado atuando em áreas diversas, como Branding, Design e Marketing. Com isso, tem profundo entendimento do ciclo de vendas para aplicar estratégias inbound e outbound, analisar tendências de mercado e criar programas comerciais.

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