Como controlar e reduzir custos logísticos?

Entenda o que são custos logísticos, sua relevância e como gerenciá-los para melhorar a eficiência e a competitividade da sua empresa.
Tempo de leitura: 5 minutos

Custos logísticos são as despesas relacionadas ao planejamento, execução e controle do fluxo de mercadorias, desde a origem até o destino final. Eles incluem transporte, armazenamento, embalagem, manuseio, administração e perdas, impactando diretamente o preço final do produto e a eficiência operacional da cadeia de suprimentos.


Os custos logísticos representam uma parcela significativa das despesas operacionais de qualquer empresa que dependa da cadeia de suprimentos e da movimentação de produtos. É por isso que saber o que são, como impactam a eficiência e como reduzi-los é essencial para manter a competitividade no mercado.

Mas, caso tenha dúvidas, não se preocupe. Neste artigo, você encontrará um guia completo sobre o tema, desde o conceito até dicas práticas de como controlar e otimizar custos logísticos. Confira!

O que são custos logísticos?

Custos logísticos são todos os gastos envolvidos na movimentação, armazenamento e distribuição de produtos ao longo da cadeia de suprimentos. Isso inclui despesas com transporte, armazenagem, gestão de estoque, tecnologia logística, pessoal e perdas operacionais.

Esses custos impactam diretamente a eficiência operacional e a competitividade no mercado, sendo essenciais para uma boa gestão de custos e um planejamento logístico eficaz.

Quais são os principais custos logísticos?

De acordo com o estudo Perfil dos Operadores Logísticos, realizado pela Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), os operadores logísticos foram responsáveis por 17% dos R$ 1,13 trilhões gastos com transporte e armazenagem no Brasil em 2023. 

Dados como esse evidenciam o peso dos custos logísticos na economia nacional e a necessidade de estratégias eficazes de controle e otimização.

A seguir, conheça os principais tipos de custos logísticos que impactam diretamente a eficiência operacional, a gestão de custos e a competitividade no mercado:

Custos com combustível

O combustível é um dos componentes mais importantes na estrutura de custos logísticos, especialmente no Brasil, onde o transporte rodoviário é predominante — esse modal é responsável por 62,2% do transporte de mercadorias no país

Setores como Alimentação e Bebidas dependem fortemente das rodovias, com 91,4% do volume transportado por esse meio. Já o setor de produtos manufaturados utiliza o transporte rodoviário em 85,2% de suas operações logísticas, segundo levantamento realizado pela Fundação Dom Cabral e divulgado pela ABOL.

Além disso, variações no preço do diesel afetam diretamente os gastos operacionais e exigem constante revisão de rotas, estratégias de abastecimento e uso de tecnologias que otimizem o consumo e aumentem a previsibilidade dos gastos.

Custos com mão de obra

Os gastos com salários, encargos trabalhistas, benefícios e treinamentos compõem uma parcela significativa dos custos logísticos. 

Com a crescente demanda por agilidade e profissionalização, empresas investem cada vez mais na qualificação de suas equipes. Esse movimento, por um lado, eleva os custos, mas, por outro, pode gerar ganhos de produtividade e redução de erros operacionais.

Custos da operação de transporte rodoviário

A operação rodoviária concentra diversas despesas além do combustível, como pedágios, manutenção da frota, desgaste veicular, gestão de motoristas e custos com seguros.

Esse é um dos pilares da logística de transporte no Brasil e sua complexidade torna essencial o uso de ferramentas de planejamento e mapeamento logístico para reduzir perdas e otimizar resultados.

Custos com aluguel

O aluguel de galpões, centros de distribuição e instalações logísticas tem crescido com a necessidade de armazenagem próxima aos grandes centros consumidores.

Esse custo impacta diretamente o fluxo de caixa das empresas e exige uma análise estratégica sobre localização, modelo contratual e aproveitamento dos espaços físicos.

Custos com utilities como energia e água

As operações logísticas demandam alto consumo de energia elétrica, principalmente em atividades como refrigeração, iluminação e funcionamento de equipamentos. Custos com água, telefonia e internet também entram nessa categoria. 

Soluções em tecnologia da informação logística e energia renovável têm sido adotadas para minimizar esses impactos financeiros.

Custos de embalagem

As embalagens são essenciais para garantir a integridade dos produtos durante o transporte e a armazenagem. Além disso, elas agregam valor à apresentação e logística reversa

A elevação nos preços dos materiais tem pressionado o setor, incentivando o uso de embalagens reutilizáveis e sustentáveis como alternativa para controle de custos.

Custos com equipamentos e segurança

Investimentos em empilhadeiras, esteiras, sistemas de picking, softwares e rastreadores são contínuos na busca por eficiência operacional. 

Ao mesmo tempo, a segurança patrimonial e da carga exige aplicação de recursos em monitoramento, seguros e gestão de risco.

Esses custos são estratégicos para manter a fluidez e confiabilidade na cadeia de suprimentos.

Por que a gestão de custos logísticos é importante?

Uma boa gestão de custos logísticos é importante porque impacta positivamente em diversas áreas da empresa:

  • Reduz desperdícios e aumenta a eficiência operacional;
  • Melhora a margem de lucro e o controle financeiro;
  • Otimiza o uso de recursos como tempo, espaço e mão de obra;
  • Aumenta a competitividade no mercado;
  • Garante maior previsibilidade e controle na cadeia de suprimentos;
  • Dá suporte a decisões estratégicas com base em dados reais;
  • Favorece a adoção de tecnologias e inovações logísticas;
  • Contribui para entregas mais rápidas e clientes mais satisfeitos.

Como reduzir custos logísticos?

A seguir, veja as principais estratégias para otimizar recursos e aumentar a eficiência operacional:

Mapeie todos os processos logísticos

Identifique onde estão os maiores custos, gargalos e oportunidades de melhoria na cadeia de suprimentos.

Otimize rotas e cargas no transporte

Use sistemas de roteirização e controle de frota para reduzir o consumo de combustível, tempo de entrega e ociosidade de veículos.

Negocie com fornecedores e parceiros logísticos

Busque contratos mais vantajosos, com foco em qualidade, prazos e redução de tarifas em transporte e armazenagem.

Invista em tecnologia da informação logística

Sistemas como TMS (gestão de transporte) e WMS (gestão de armazém) aumentam a visibilidade e controle dos custos em tempo real.

Melhore a gestão de estoque

Reduza excessos, perdas e obsolescência com análises de demanda e políticas eficientes de reposição.

Utilize métricas e indicadores logísticos

Acompanhe indicadores logísticos como custo por entrega, nível de serviço e lead time para tomar decisões com base em dados.

Terceirize atividades estratégicas com operadores logísticos

Parcerias com empresas especializadas podem gerar economia e elevar a competitividade no mercado.

Aposte em capacitação da equipe

Invista em treinamentos para o time, o que melhora os processos, reduz erros e contribui para um ambiente mais produtivo e alinhado.

Quais erros de gestão logística podem aumentar os custos das operações?

A seguir, veja os equívocos mais comuns que devem ser evitados:

Falta de planejamento logístico

A ausência de planejamento impede a antecipação de demandas, sazonalidades e riscos, gerando improvisos, desperdícios e decisões reativas que elevam os custos.

Estoques mal dimensionados

Manter estoques em excesso ou em falta compromete o fluxo de caixa, gera perdas por obsolescência ou ruptura de abastecimento, afetando diretamente os custos totais e o nível de serviço.

Transporte ineficiente

Problemas como rotas mal definidas, baixa taxa de ocupação de veículos e ausência de rastreamento resultam em mais gastos com combustível, prazos estourados e maior desgaste de frota.

Falta de integração entre setores

Quando logística, vendas, compras e produção não se comunicam bem, ocorrem falhas de sincronização, retrabalhos e desalinhamentos que encarecem a operação.

Negligência com indicadores de desempenho

Não acompanhar KPIs logísticos impede identificar falhas e oportunidades de melhoria, dificultando a gestão de custos e o controle da operação.

Terceirização mal estruturada

Delegar atividades logísticas sem critérios ou contratos claros pode gerar custos ocultos, baixa qualidade e dependência excessiva de prestadores mal preparados.

Subutilização de tecnologia

Ignorar ou subutilizar soluções como TMS, WMS, ERPs e BI compromete a eficiência operacional, reduz a visibilidade dos processos e impede decisões baseadas em dados.

Como utilizar a tecnologia como aliada para diminuir custos em operações logísticas?

A tecnologia é uma grande aliada para reduzir custos em operações logísticas. Sistemas de rastreamento, automação e análise de dados ajudam a evitar perdas, planejar rotas eficientes e realizar manutenções preventivas, diminuindo desperdícios e paradas inesperadas.

Nesse contexto, o Checklist Fácil se destaca como um sistema completo para o monitoramento das atividades em tempo real, garantindo conformidade e segurança. 

Com registros rápidos e precisos, o software permite uma tomada de decisão ágil, evita acidentes e problemas com cargas, além de fornecer dados importantes para a manutenção preventiva e preditiva, tornando a operação mais eficiente e econômica.

A plataforma pode ser aplicada em diversos pontos da cadeia logística, como inspeções de veículos antes das viagens, verificação de condições de armazenagem, controle de inventário, avaliação de desempenho de equipes e até checklists de segurança em docas e centros de distribuição. 

Empresas como a Ativa Logística, uma das maiores operadoras logísticas do país, por exemplo, utilizam o Checklist Fácil para otimizar o trabalho e digitalizar processos. Assista ao vídeo para saber mais:

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Foto de Diego Marafon
Diego Marafon
Diego Marafon é Diretor de Customer Experience no Checklist Fácil e já atuou como Innovation Advisor no Grupo Softplan. Formou-se em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina, possui pós-graduação em Engenharia de Software pelo Centro Universitário Tupy e MBA pela University of Southern California.

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