GHS: tudo sobre o Sistema Globalmente Harmonizado de comunicação de perigos químicos

Entenda o que é GHS e sua importância na classificação, rotulagem e comunicação de perigos de produtos químicos.
Tempo de leitura: 5 minutos

O GHS (Sistema Globalmente Harmonizado) é um padrão internacional criado pela ONU para a classificação de perigos, rotulagem e elaboração de fichas de dados de segurança de produtos químicos. Ele visa padronizar a comunicação de riscos, promovendo o manuseio seguro e a proteção da saúde humana e do meio ambiente.


O GHS (Sistema Globalmente Harmonizado) é uma norma internacional criada para padronizar a classificação de perigos, a rotulagem e a elaboração de fichas de dados de segurança de produtos químicos.

Seu objetivo principal é promover a comunicação de riscos de forma clara e consistente em todas as etapas do ciclo de vida das substâncias químicas, desde o manuseio seguro, transporte e armazenamento até o descarte.

Neste guia completo, vamos explorar como o Sistema Globalmente Harmonizado funciona, quais são os símbolos de perigo utilizados, os critérios de classificação de perigos e os requisitos para a rotulagem de produtos químicos e a segurança química. Confira!

O que é o GHS?

O GHS, ou Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, é uma iniciativa internacional desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para padronizar a forma como os perigos de produtos químicos são classificados e comunicados mundialmente.

Antes, cada país tinha seus próprios critérios e sistemas para informar riscos químicos, o que gerava confusão e dificuldades no comércio e na segurança. 

Já com o GHS, todas as nações adotam um sistema unificado que inclui critérios claros para a classificação de perigos, a utilização de símbolos e pictogramas GHS padronizados, além de requisitos para rotulagem e elaboração de fichas de dados de segurança.

Esse sistema facilita a comunicação de riscos de forma eficaz, garantindo que trabalhadores, consumidores e profissionais da indústria química tenham acesso às informações necessárias para o manuseio seguro e proteção contra possíveis danos à saúde e ao meio ambiente.

Para que serve o GHS?

O GHS serve para padronizar internacionalmente a classificação de perigos, a rotulagem e a comunicação de riscos associados a produtos químicos. 

Seu principal objetivo é garantir que as informações sobre os perigos sejam claras, consistentes e compreensíveis em qualquer país, facilitando o manuseio seguro, transporte, armazenamento e uso desses produtos.

Além disso, o GHS promove a proteção da saúde dos trabalhadores, consumidores e do meio ambiente ao estabelecer critérios e símbolos de perigo uniformes, além de orientar a elaboração de fichas de dados de segurança.

Isso reduz acidentes e exposição inadequada, ao mesmo tempo que simplifica o comércio internacional e a conformidade regulatória para empresas do setor químico.

Quais são as legislações relacionadas ao GHS?

O GHS é um sistema internacional que serve como referência para a criação e harmonização das legislações nacionais sobre segurança química. 

Muitas legislações ao redor do mundo incorporam os princípios e requisitos do GHS para garantir a padronização na classificação de perigos, rotulagem e comunicação de riscos de produtos químicos.

Algumas das principais legislações relacionadas ao GHS são:

  • Norma Regulamentadora NR-26, do Brasil: estabelece diretrizes para a sinalização de segurança, incluindo a utilização dos símbolos GHS para identificar riscos químicos no ambiente de trabalho;
  • Regulamento CLP (Classification, Labelling and Packaging) da União Europeia: implementa o GHS na Europa, definindo critérios para classificação, rotulagem e embalagem de substâncias e misturas químicas;
  • OSHA Hazard Communication Standard (HCS), dos Estados Unidos: atualizado para incorporar o GHS, exige que empregadores informem os riscos químicos aos trabalhadores por meio de rotulagem e fichas de dados de segurança padronizadas;
  • Regulamento REACH (UE): complementa o GHS, regulando o registro, avaliação, autorização e restrição de produtos químicos, alinhado à segurança e comunicação de riscos;
  • Diretiva de Produtos Químicos da ONU: serve como base para muitas legislações nacionais que adotam o GHS globalmente.

Classes de perigo do GHS

O GHS organiza os perigos dos produtos químicos em diferentes classes de perigo, facilitando sua classificação e a comunicação clara dos riscos associados. 

Cada classe é dividida em categorias que indicam a severidade do perigo. Essas classes abrangem perigos físicos, à saúde e ao meio ambiente.

Conheça as principais classes de perigo do GHS:

Perigos físicos

Os perigos físicos englobam características dos produtos químicos que podem causar reações perigosas, como explosões, inflamabilidade e corrosão a metais, exigindo atenção especial no manuseio e armazenamento.

  • Explosivos;
  • Gases inflamáveis;
  • Aerossóis inflamáveis;
  • Gases comburentes;
  • Gases sob pressão;
  • Líquidos inflamáveis;
  • Sólidos inflamáveis;
  • Substâncias autorreativas e autoaquecíveis;
  • Peróxidos orgânicos;
  • Substâncias corrosivas ao metal.

Perigos à saúde

Os perigos à saúde referem-se aos riscos que os produtos químicos podem causar ao corpo humano, incluindo toxicidade, irritações, sensibilizações e efeitos a longo prazo, sendo essencial sua correta identificação para proteger trabalhadores e consumidores.

  • Toxicidade aguda (oral, dermal, inalatória);
  • Corrosão/irritação à pele;
  • Lesões oculares graves/irritação ocular;
  • Sensibilização respiratória ou dérmica;
  • Toxicidade específica de órgão-alvo (exposição única ou repetida);
  • Carcinogenicidade;
  • Mutagenicidade em células germinativas;
  • Toxicidade à reprodução;
  • Perigo por aspiração.

Perigos ao meio ambiente

Os perigos ao meio ambiente consideram os impactos negativos que os produtos químicos podem provocar em ecossistemas aquáticos e atmosféricos, como toxicidade para organismos e danos à camada de ozônio, ressaltando a importância da comunicação adequada desses riscos.

  • Perigos para o ambiente aquático (toxicidade aguda e crônica);
  • Perigos para a camada de ozônio (adicionalmente considerado em alguns países).

Elementos para comunicação de perigo

A comunicação eficaz dos perigos de produtos químicos é fundamental para garantir o manuseio seguro e a proteção da saúde e do meio ambiente. O GHS estabelece elementos padronizados para essa comunicação, que devem estar presentes em rótulos e fichas de dados de segurança.

Os principais elementos para comunicação de perigo são:

Pictogramas GHS

Símbolos gráficos que representam os diferentes tipos de perigo, facilitando a identificação visual rápida dos riscos.

Palavra de advertência

Termos como “Perigo” ou “Atenção” que indicam o grau de severidade do perigo associado ao produto químico.

Frases de perigo

Descrições padronizadas que comunicam a natureza específica do perigo e seus efeitos.

Frases de precaução

Orientações recomendadas para prevenir ou minimizar efeitos adversos, incluindo instruções para manuseio, armazenamento e primeiros socorros.

Identificação do produto

Nome químico ou comercial, fórmula e informações que garantem a correta identificação do produto.

Informações do fornecedor

Nome, endereço e telefone do fabricante ou responsável pelo produto, para contato em caso de emergência.

Como realizar a classificação GHS adequada?

Realizar a classificação GHS de forma correta é fundamental para garantir a segurança no manuseio e transporte de produtos químicos, além de atender às normas internacionais. 

O processo envolve avaliar as propriedades físicas, toxicológicas e ambientais da substância ou mistura, seguindo critérios específicos do Sistema Globalmente Harmonizado.

A seguir, veja os passos básicos para uma classificação GHS adequada:

1. Coleta de dados

Reúna todas as informações disponíveis sobre o produto químico, incluindo resultados de testes laboratoriais, estudos toxicológicos e dados ambientais.

2. Análise das propriedades físicas

Avalie características como inflamabilidade, explosividade, reatividade e corrosividade conforme os critérios do GHS.

3. Avaliação dos perigos à saúde

Analise os efeitos tóxicos agudos e crônicos, irritação, sensibilização, carcinogenicidade, mutagenicidade e outros riscos à saúde.

4. Verificação dos perigos ambientais

Considere os impactos do produto no meio ambiente, como toxicidade para organismos aquáticos e potencial de dano à camada de ozônio.

5. Determinação das categorias de perigo

Com base nos dados coletados, classifique o produto nas categorias de perigo apropriadas para cada tipo de risco (físico, saúde, ambiental).

6. Aplicação dos pictogramas e elementos de rotulagem

Associe os símbolos GHS, palavras de advertência e frases de perigo correspondentes à classificação definida.

7. Atualização contínua

Revise periodicamente a classificação conforme novas informações ou alterações na composição do produto.

Como o Checklist Fácil facilita a aplicação do GHS

Para garantir a correta implementação do GHS e assegurar a segurança no manuseio e comunicação dos perigos de produtos químicos, é fundamental contar com ferramentas como o Checklist Fácil, que permite a criação de checklists digitais completos

Dessa forma, o sistema auxilia profissionais da indústria química a verificar passo a passo o cumprimento dos requisitos do GHS, desde a classificação de perigos até a rotulagem e elaboração das fichas de dados de segurança. 

Além disso, é possível criar Planos de Ação automatizados para garantir a execução correta dos ajustes, designando prazos e responsáveis.

As atividades também podem ser coordenadas através dos Módulos de Workflow, automatizando fluxos de trabalho para cadenciar as etapas de análise, avaliação e implementação das melhorias, além de assegurar a ordem correta das execuções.

Isso facilita a conformidade regulatória e promove um ambiente de trabalho mais seguro e organizado.

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Johanna Odebrecht
Johanna Odebrecht é Head Comercial da Starian Eficiência Operacional, responsável pelas equipes de Inteligência Comercial, Pré-vendas, Vendas e SalesOps de novos negócios Brasil e LatAm. Graduada pela UDESC e pós-graduada pela Unyleya, tem mais de 15 anos no mercado atuando em áreas diversas, como Branding, Design e Marketing. Com isso, tem profundo entendimento do ciclo de vendas para aplicar estratégias inbound e outbound, analisar tendências de mercado e criar programas comerciais.

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