O GHS (Sistema Globalmente Harmonizado) é um padrão internacional criado pela ONU para a classificação de perigos, rotulagem e elaboração de fichas de dados de segurança de produtos químicos. Ele visa padronizar a comunicação de riscos, promovendo o manuseio seguro e a proteção da saúde humana e do meio ambiente.
O GHS (Sistema Globalmente Harmonizado) é uma norma internacional criada para padronizar a classificação de perigos, a rotulagem e a elaboração de fichas de dados de segurança de produtos químicos.
Seu objetivo principal é promover a comunicação de riscos de forma clara e consistente em todas as etapas do ciclo de vida das substâncias químicas, desde o manuseio seguro, transporte e armazenamento até o descarte.
Neste guia completo, vamos explorar como o Sistema Globalmente Harmonizado funciona, quais são os símbolos de perigo utilizados, os critérios de classificação de perigos e os requisitos para a rotulagem de produtos químicos e a segurança química. Confira!
O que é o GHS?
O GHS, ou Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, é uma iniciativa internacional desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para padronizar a forma como os perigos de produtos químicos são classificados e comunicados mundialmente.
Antes, cada país tinha seus próprios critérios e sistemas para informar riscos químicos, o que gerava confusão e dificuldades no comércio e na segurança.
Já com o GHS, todas as nações adotam um sistema unificado que inclui critérios claros para a classificação de perigos, a utilização de símbolos e pictogramas GHS padronizados, além de requisitos para rotulagem e elaboração de fichas de dados de segurança.
Esse sistema facilita a comunicação de riscos de forma eficaz, garantindo que trabalhadores, consumidores e profissionais da indústria química tenham acesso às informações necessárias para o manuseio seguro e proteção contra possíveis danos à saúde e ao meio ambiente.
Para que serve o GHS?
O GHS serve para padronizar internacionalmente a classificação de perigos, a rotulagem e a comunicação de riscos associados a produtos químicos.
Seu principal objetivo é garantir que as informações sobre os perigos sejam claras, consistentes e compreensíveis em qualquer país, facilitando o manuseio seguro, transporte, armazenamento e uso desses produtos.
Além disso, o GHS promove a proteção da saúde dos trabalhadores, consumidores e do meio ambiente ao estabelecer critérios e símbolos de perigo uniformes, além de orientar a elaboração de fichas de dados de segurança.
Isso reduz acidentes e exposição inadequada, ao mesmo tempo que simplifica o comércio internacional e a conformidade regulatória para empresas do setor químico.
Quais são as legislações relacionadas ao GHS?
O GHS é um sistema internacional que serve como referência para a criação e harmonização das legislações nacionais sobre segurança química.
Muitas legislações ao redor do mundo incorporam os princípios e requisitos do GHS para garantir a padronização na classificação de perigos, rotulagem e comunicação de riscos de produtos químicos.
Algumas das principais legislações relacionadas ao GHS são:
- Norma Regulamentadora NR-26, do Brasil: estabelece diretrizes para a sinalização de segurança, incluindo a utilização dos símbolos GHS para identificar riscos químicos no ambiente de trabalho;
- Regulamento CLP (Classification, Labelling and Packaging) da União Europeia: implementa o GHS na Europa, definindo critérios para classificação, rotulagem e embalagem de substâncias e misturas químicas;
- OSHA Hazard Communication Standard (HCS), dos Estados Unidos: atualizado para incorporar o GHS, exige que empregadores informem os riscos químicos aos trabalhadores por meio de rotulagem e fichas de dados de segurança padronizadas;
- Regulamento REACH (UE): complementa o GHS, regulando o registro, avaliação, autorização e restrição de produtos químicos, alinhado à segurança e comunicação de riscos;
- Diretiva de Produtos Químicos da ONU: serve como base para muitas legislações nacionais que adotam o GHS globalmente.
Classes de perigo do GHS
O GHS organiza os perigos dos produtos químicos em diferentes classes de perigo, facilitando sua classificação e a comunicação clara dos riscos associados.
Cada classe é dividida em categorias que indicam a severidade do perigo. Essas classes abrangem perigos físicos, à saúde e ao meio ambiente.
Conheça as principais classes de perigo do GHS:
Perigos físicos
Os perigos físicos englobam características dos produtos químicos que podem causar reações perigosas, como explosões, inflamabilidade e corrosão a metais, exigindo atenção especial no manuseio e armazenamento.
- Explosivos;
- Gases inflamáveis;
- Aerossóis inflamáveis;
- Gases comburentes;
- Gases sob pressão;
- Líquidos inflamáveis;
- Sólidos inflamáveis;
- Substâncias autorreativas e autoaquecíveis;
- Peróxidos orgânicos;
- Substâncias corrosivas ao metal.
Perigos à saúde
Os perigos à saúde referem-se aos riscos que os produtos químicos podem causar ao corpo humano, incluindo toxicidade, irritações, sensibilizações e efeitos a longo prazo, sendo essencial sua correta identificação para proteger trabalhadores e consumidores.
- Toxicidade aguda (oral, dermal, inalatória);
- Corrosão/irritação à pele;
- Lesões oculares graves/irritação ocular;
- Sensibilização respiratória ou dérmica;
- Toxicidade específica de órgão-alvo (exposição única ou repetida);
- Carcinogenicidade;
- Mutagenicidade em células germinativas;
- Toxicidade à reprodução;
- Perigo por aspiração.
Perigos ao meio ambiente
Os perigos ao meio ambiente consideram os impactos negativos que os produtos químicos podem provocar em ecossistemas aquáticos e atmosféricos, como toxicidade para organismos e danos à camada de ozônio, ressaltando a importância da comunicação adequada desses riscos.
- Perigos para o ambiente aquático (toxicidade aguda e crônica);
- Perigos para a camada de ozônio (adicionalmente considerado em alguns países).
Elementos para comunicação de perigo
A comunicação eficaz dos perigos de produtos químicos é fundamental para garantir o manuseio seguro e a proteção da saúde e do meio ambiente. O GHS estabelece elementos padronizados para essa comunicação, que devem estar presentes em rótulos e fichas de dados de segurança.
Os principais elementos para comunicação de perigo são:
Pictogramas GHS
Símbolos gráficos que representam os diferentes tipos de perigo, facilitando a identificação visual rápida dos riscos.
Palavra de advertência
Termos como “Perigo” ou “Atenção” que indicam o grau de severidade do perigo associado ao produto químico.
Frases de perigo
Descrições padronizadas que comunicam a natureza específica do perigo e seus efeitos.
Frases de precaução
Orientações recomendadas para prevenir ou minimizar efeitos adversos, incluindo instruções para manuseio, armazenamento e primeiros socorros.
Identificação do produto
Nome químico ou comercial, fórmula e informações que garantem a correta identificação do produto.
Informações do fornecedor
Nome, endereço e telefone do fabricante ou responsável pelo produto, para contato em caso de emergência.
Como realizar a classificação GHS adequada?
Realizar a classificação GHS de forma correta é fundamental para garantir a segurança no manuseio e transporte de produtos químicos, além de atender às normas internacionais.
O processo envolve avaliar as propriedades físicas, toxicológicas e ambientais da substância ou mistura, seguindo critérios específicos do Sistema Globalmente Harmonizado.
A seguir, veja os passos básicos para uma classificação GHS adequada:
1. Coleta de dados
Reúna todas as informações disponíveis sobre o produto químico, incluindo resultados de testes laboratoriais, estudos toxicológicos e dados ambientais.
2. Análise das propriedades físicas
Avalie características como inflamabilidade, explosividade, reatividade e corrosividade conforme os critérios do GHS.
3. Avaliação dos perigos à saúde
Analise os efeitos tóxicos agudos e crônicos, irritação, sensibilização, carcinogenicidade, mutagenicidade e outros riscos à saúde.
4. Verificação dos perigos ambientais
Considere os impactos do produto no meio ambiente, como toxicidade para organismos aquáticos e potencial de dano à camada de ozônio.
5. Determinação das categorias de perigo
Com base nos dados coletados, classifique o produto nas categorias de perigo apropriadas para cada tipo de risco (físico, saúde, ambiental).
6. Aplicação dos pictogramas e elementos de rotulagem
Associe os símbolos GHS, palavras de advertência e frases de perigo correspondentes à classificação definida.
7. Atualização contínua
Revise periodicamente a classificação conforme novas informações ou alterações na composição do produto.
Como o Checklist Fácil facilita a aplicação do GHS
Para garantir a correta implementação do GHS e assegurar a segurança no manuseio e comunicação dos perigos de produtos químicos, é fundamental contar com ferramentas como o Checklist Fácil, que permite a criação de checklists digitais completos.
Dessa forma, o sistema auxilia profissionais da indústria química a verificar passo a passo o cumprimento dos requisitos do GHS, desde a classificação de perigos até a rotulagem e elaboração das fichas de dados de segurança.
Além disso, é possível criar Planos de Ação automatizados para garantir a execução correta dos ajustes, designando prazos e responsáveis.
As atividades também podem ser coordenadas através dos Módulos de Workflow, automatizando fluxos de trabalho para cadenciar as etapas de análise, avaliação e implementação das melhorias, além de assegurar a ordem correta das execuções.
Isso facilita a conformidade regulatória e promove um ambiente de trabalho mais seguro e organizado.
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