Big Data na indústria: benefícios e como funciona na prática

O Big Data diz respeito ao tratamento de dados relevantes para as organizações por meio de tecnologias, um dos pilares da Indústria 4.0.
pessoa com ipad aplicando big data na indústria

Resumir com:

ChatGPT Gemini Grok Claude Copilot

Qual a maturidade do uso de dados da sua empresa? O Big Data veio para revolucionar a forma com que as empresas utilizam informações para reduzir custos, tomar decisões e personalizar o atendimento. No entanto, ainda existem questões que geram dúvida sobre como usar a tecnologia a favor dos negócios, na prática, e deixar a empresa preparada para a indústria 4.0 e a transformação digital. 

Neste artigo desmistificamos o Big Data na indústria, explicando o seu objetivo, funcionamento e principais tipos. Além disso, você vai entender como é possível aplicá-lo dentro da sua empresa em 7 passos.

[elementor-template id=”33674″]

Afinal, o que é Big Data?

Big Data, que em tradução livre para o português significa “grandes dados” ou “mega dados”, é uma ciência que estuda como tratar e obter informações relevantes para os negócios por meio de um grande volume de dados.

Na era da internet, onde praticamente tudo e todos estão conectados, temos nos deparado com dados em larga escala que não param de crescer e se tornam cada dia mais complexos. Essas informações requerem um filtro para empresas gerarem insights valiosos que beneficiam a rotina. E o Big Data tem essa proposta. 

Os 5 Vs do Big Data

A ciência do Big Data é representada por cinco pilares: Volume, Velocidade, Variedade, Veracidade e Valor, também conhecido como 5 Vs. Esses Vs representam os desafios de tratar, analisar e obter as informações acerca dos dados, e o que é preciso para se beneficiar, de fato, da tecnologia. A saber:

  • Volume: está relacionada ao volume de dados que a empresa precisa lidar, que hoje já é grande, e que tem potencial para crescer ainda mais; 
  • Velocidade: além do volume de dados, é preciso também lidar com a velocidade com que esses dados são produzidos. Se a empresa perder o timing, por exemplo, ela pode fundamentar suas estratégias em cima de dados ultrapassados;
  • Variedade: a diversidade de dados também é um problema, uma vez que pode confundir o tratamento e a análise das informações. É preciso filtrar o que é relevante e que realmente contribui para a empresa;
  • Veracidade: diante da massa e variedade de dados, a empresa também precisa cuidar da veracidade das informações. Isso porque nem todos os dados são verídicos e atuais; 
  • Valor: ainda existe o desafio da empresa saber usar esses dados de modo a gerar valor aos negócios. É preciso converter os dados em informações de qualidade, e saber usá-los corretamente e de forma estratégica.

Quais os tipos de Big Data?

Atualmente, existem diferentes tipos de dados que podem ser coletados, tratados e analisados: Dados Estruturados, Não Estruturados e Semiestruturados.

  • Dados Estruturados: possuem uma estrutura definida, ou seja, são organizados em colunas e linhas, de modo a facilitar a recuperação e processamento no banco de dados;
  • Não Estruturados: precisam de processamento, pois não possuem uma estrutura e podem apresentar diferentes formatos, como vídeo, áudio, e-mails, documentos de textos, entre outros;
  • Semiestruturados: requerem uma análise prévia porque alguns dados podem estar organizados de forma diferente e não acompanhar a estrutura dos demais.

Além desses tipos de Big Data, há outros níveis de dados que precisam ser considerados, sendo estes relacionados à fonte de origem das informações. Social Data, coletada de pessoas, Enterprise Data, vindo de empresas, e Data of Things, obtido através de dispositivos inteligentes. 

LEIA TAMBÉM | Conheça os 9 pilares da indústria 4.0 e o impacto de suas tecnologias

Como funciona o Big Data na prática?

Aplicar o Big Data não é difícil, porém requer da empresa o cumprimento de 7 etapas. São elas:

  1. Concepção: deve-se definir metas e objetivos, bem como os locais usados para a concepção de dados. Aqui a empresa pode optar por e-mail, redes sociais, históricos, relatórios, cookies, entre outros;
  2. Coleta: envolve coletar todos os dados nos locais usados para a concepção. Aqui é necessário definir os métodos utilizados para a coleta, bem como as pessoas responsáveis por fazer isso; 
  3. Processamento: corresponde a fazer uma limpeza dos dados, a fim de identificar desvios, duplicidades e equívocos que podem prejudicar a análise; 
  4. Mineração: deve-se utilizar tecnologias com Inteligência Artificial para identificar padrões e associações entre os dados; 
  5. Análise: consiste em avaliar todo o conteúdo, de modo a obter insights significativos que contribuem para a tomada de decisão estratégica e gestão dos negócios;
  6. Apresentação: envolve organizar os dados, a fim de simplificar a compreensão e a interpretação dos conteúdos;
  7. Integração: corresponde em aplicar o conhecimento obtido com os dados nas estratégias de negócio. Aqui a empresa começa a usar o Big Data como uma ferramenta de gestão. 

Como a indústria se beneficia do Big Data?

Uma vez que realiza a coleta, tratamento e análise de dados, a indústria começa a obter muitos benefícios com o Big Data. O primeiro deles envolve a logística e tomada de decisão, que se torna muito mais direcionada e inteligente, permitindo que a empresa aprimore seus processos internos e obtenha resultados melhores nas vendas e satisfação dos clientes. 

Além disso, obtêm-se outras vantagens interessantes, como:

Personalização de produtos e serviços

A indústria pode personalizar seus produtos e serviços ao analisar as informações sobre o seu público-alvo e histórico de vendas. Isso pode melhorar a experiência de compra dos clientes, e se tornar um diferencial competitivo no mercado. 

Conhecimento do perfil de consumo

Pode-se ainda usar os dados para avaliar o perfil de consumo, e em cima dessas informações definir a produção dos itens com base nessa preferência. Dessa forma, além de evitar a fabricação desnecessária de produtos, a indústria pode direcionar seus esforços para produzir mercadorias que geram maior retorno. 

Redução de riscos

Com o acesso aos dados, a indústria consegue também antecipar os riscos e preparar a indústria para superar períodos de menor ou maior demanda. No caso das sazonalidades, por exemplo, pode-se avaliar os meses com mais venda e agendar a produção de modo que não falte itens no estoque. 

Exemplos de aplicação do Big Data na Indústria

Existem muitas áreas dentro da empresa, e o Big Data pode ser aplicado de diferentes formas em cada uma delas. Na indústria, essa aplicação pode ser realizada nos setores de:

Transporte

Gestores podem usar os dados para programar rotas mais rápidas, e com isso otimizar prazos de entrega e reduzir os custos de deslocamento. Uso de GPS, gerenciamento de tráfego e aplicativos como Google Maps e Waze são excelentes alternativas.

Marketing

As equipes de marketing podem usar as informações para direcionar as campanhas, e assim melhorar o resultado de venda de produtos e a autoridade da marca. Site, blog, redes sociais, e-mails e cookies são opções interessantes para coletar os dados.

Manutenção

A coleta, tratamento e análise de dados também pode contribuir para a manutenção de máquinas e equipamentos, impedindo que a indústria sofra paradas não programadas na linha de produção, o que pode prejudicar os prazos e a qualidade dos produtos. Aqui podem ser usados dispositivos, sensores e até mesmo software para acompanhar o desempenho de ativos e manter a manutenção em dia. 

Estoque

A cultura de dados também pode impedir que a indústria sofra problemas ligados ao estoque, tais como desperdícios, produtos obsoletos ou falta de matéria-prima para produção. Relatórios, indicadores de desempenho e software de checklist podem fazer com que as equipes do setor mantenham o inventário atualizado, e identifiquem períodos com maior demanda. 

O Big Data torna a indústria mais inteligente, pois utiliza os dados para direcionar as estratégias, identificar gargalos e aproveitar tendências. O Checklist Fácil é uma solução que extrai e concentra as informações coletadas por meio de checklists digitais de auditorias e inspeções e fornece dashboards personalizados para acessar dados e analisar minuciosamente os principais indicadores de qualidade industrial.

Não perca mais tempo e transforme sua indústria. Tome decisões baseadas em dados com o Checklist Fácil. Faça um teste grátis!

Posts recentes

Continue por aqui